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II Congresso Internacional Envolvimento dos Alunos na Escola: Perspetivas da Psicologia e Educação 2016

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166: ESTÁ A ESCOLA ENVOLVER OS ALUNOS NA AGENDA PARA UMA VIDA ATIVA? AS PERSPETIVAS DE ADOLESCENTES FÍSICAMENTE ATIVOS E INATIVOS

Enquadramento conceptual: A maioria dos adolescentes apresenta níveis de atividade física (AF) que não permitem beneficiar a sua qualidade de vida, sobretudo as raparigas e os alunos com um baixo estatuto socioeconómico (ESE) (WHO, 2016). Uma abordagem que envolva toda a escola, e não só a Educação Física (EF), é recomendada para aumentar o sucesso na promoção de estilos de vida (EV) ativos (UNESCO, 2015). Contudo, poucos estudos têm explorado esta problemática envolvendo os alunos e escutando suas vozes (Martins et al. 2015).
Objetivo: Analisar as perspetivas de adolescentes fisicamente ativos e inativos, rapazes e raparigas, com ESE baixo e alto, sobre o contributo da escola, para além da EF, no seu EV relacionado com o envolvimento na atividade física (AF), ao longo da sua infância e adolescência. Metodologia: A aplicação de um questionário aos alunos do 12º ano de duas escolas públicas de Lisboa permitiu selecionar 16 adolescentes (8 ativos – praticavam AF diariamente; e 8 inativos – não praticavam AF) para a realização de uma entrevista narrativa e biográfica. Os dados foram tratados com recurso à análise de conteúdo temática.
Resultados: Comparativamente aos inativos, os adolescentes fisicamente ativos referiram mais frequentemente usufruir de experiências diversificadas e agradáveis de AF, desde as idades mais baixas até à adolescência, no recreio, atividades extra curriculares e desporto escolar, estando mais satisfeitos com o papel da escola. Contudo, ativos e inativos falam a uma só voz quando referem que a escola poderia fazer mais: aumentar a diversidade de oferta de AF no 1º CEB; e só a EF, sem o envolvimento de toda a escola, não é suficiente para promover EV ativos. As raparigas e os alunos com um baixo ESE depararam-se com mais obstáculos para praticar AF na escola.
Conclusão: Uma abordagem que envolva toda a escola (alunos, professores, pais, comunidade envolvente), uma diversificação da AF oferecida desde o 1º CEB, e um maior reforço do estatuto da EF, são estratégias valorizadas e fundamentais para aumentar o sucesso na promoção de EV ativos, em particular junto dos grupos com níveis de AF reduzidos, como as raparigas e os adolescentes socioeconomicamente desfavorecidos.

Author(s):

João Martins    
Laboratório de Pedagogia, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa e UIDEF, Instituto de Educação, Universidade de Lisboa
Portugal

Marcos Onofre    
Laboratório de Pedagogia, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa e UIDEF, Instituto de Educação, Universidade de Lisboa
Portugal

Ana Quitério    
Laboratório de Pedagogia, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa e UIDEF, Instituto de Educação, Universidade de Lisboa
Portugal

Maria Martins    
Laboratório de Pedagogia, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa e UIDEF, Instituto de Educação, Universidade de Lisboa
Portugal

João Costa    
Laboratório de Pedagogia, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa e UIDEF, Instituto de Educação, Universidade de Lisboa
Portugal

Adilson Marques    
Centro Interdisciplinar de Estudo da Performance Humana, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa
Portugal

Francisco Carreiro da Costa    
Centro Interdisciplinar de Estudo da Performance Humana, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa & Faculdade de Educação Física e Desporto, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Portugal

 

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